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A sindicatos, governo do TO diz que não tem outra proposta a fazer aos servidores




O secretário estadual da Administração e integrante do Grupo Gestor do Executivo, Geferson Barros, se reuniu com um grupo de sindicalistas na tarde desta terça-feira, 9, em Palmas, e reafirmou que “o governo do Tocantins não tem outra proposta a fazer aos servidores”. Segundo Barros, o que já foi apresentado aos sindicatos é o que está dentro das condições do Estado, "ou seja, o compromisso é saldar os passivos em vez de conceder novos aumentos salariais”. Os servidores do Tocantins entrarão em greve nessa terça-feira pelo pagamento da data-base da categoria.

Na reunião com os representantes dos sindicatos também foi reforçada "a disposição do governo para o diálogo" com as categorias. O Executivo, por intermédio do grupo gestor, conforme a Secretaria Estadual de Comunicação (Secom), "tem reiterado por diversas vezes que o Tocantins está enfrentando a crise nacional e já está colhendo bons resultados desse trabalho, tanto em redução de gastos como em aumento de receita, porém, os esforços realizados até agora não são suficientes para garantir o pagamento de melhorias salariais”.



Ainda de acordo com a Secom, o governo mostrou aos sindicalistas que a arrecadação do Estado "ainda não cobre sequer a folha de pagamento dos servidores"". Questionado pelos sindicalistas sobre a redução de contratos, o secretário de Administração explicou que o governo vem fazendo uma redução gradual no volume de contratos temporários e já fez cortes expressivos, tanto de contratos como de comissionados.

Novas demissões
O Estado, de acordo com a Secom, não descarta novos cortes e demissões. “Faremos tudo que for possível para evitar que o governo deixe de pagar a folha em dia e não venha tomar medidas radicais, como escalonamento e parcelamento de salários, como vem acontecendo em vários estados brasileiros, como Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul”, afirmou Barros aos líderes grevistas.

O secretário lembrou que o não pagamento da data-base foi decisão já tomada por 24 Estados e, deles, 18 também não pagaram o reajuste salarial em 2015. Para Geferson Barros, o cenário aponta melhorias futuras e, "assim que retomar sua capacidade financeira, o governo vai honrar com os direitos dos servidores".



Os sindicalistas também reclamaram da receptividade aos grevistas nos órgãos, mas o secretário destacou que não há qualquer decisão do e Estado ou do grupo gestor para restringir a ação dos grevistas. Ele manifestou apenas que é preciso preservar o acesso aos prédios públicos e garantir o direito de quem quer trabalhar.

Para o governo, no primeiro dia do movimento, as paralisações foram pontuais, os órgãos públicos funcionaram normalmente e não houve prejuízos aos serviços públicos.

Já conforme os sindicatos, o primeiro dia de greve dos servidores públicos estaduais do Quadro Geral, Unitins, Adapec, Ruraltins, Itertins, Naturatins e administrativos da Secretaria da Fazenda (Sefaz) contou com quase 100% de adesão no interior e mais de 80% de adesão em Palmas. Segundo dados enviados pelos próprios funcionários e pelos diretores do Sisepe, a greve alcançou todos os órgãos públicos em inúmeros municípios tocantinenses.


"Na tarde de ontem o presidente do sindicato fez a mobilização nos hospitais da capital colocando faixas com o indicativo da greve o sindicato dos Cirurgiões Dentistas do Estado do Tocantins participa ativamente do processo". 




FONTE: CLEBER TOLEDO/ SICOM-SICIDETO




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